Na rapa do tacho
Nem por serem obras menores, quando comparadas a Casa-grande e senzala, Sobrados e mucambos ou Ordem e progresso (todos lançados pela Global), Açúcar (Global, 272 pp., R$ 49) e Olinda (Global, 200 pp., R$ 69), ambas de 1939 e agora reeditadas, merecem a esnobação com que foram recebidas pelos condes de Abranhos da cultura brasileira da época. Com que, então, em vez de carpir os males da mestiçagem ou abordar em linguagem inacessível as questões eminentemente nobres do seu ofício, como a origem e o funcionamento das nossas instituições políticas e sociais, Gilberto Freire, esse sociólogo nortista dava-se ao desplante de comprometer suas atividades aos olhos do país, publicando um livro de receitas de bolos e doces pernambucanos ou orientando eventuais turistas?
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