Mulher, judia, filósofa
Mulher, judia, filósofa, Hannah Arendt foi aluna de Karl Jaspers e Matin Heidegger e a inspiração existencialista e fenomenológica acompanhou toda sua obra. Porém, com este último, as vidas e as obras parecem alcançar o ponto máximo do que se entende por tensão: a mulher Hannah sofreu de uma intensa paixão por Martin, de quem se distancia devido à sua adesão ao Nacional-Socialismo; ao mesmo tempo, o pensamento de Arendt debruça-se cada vez mais sobre a política. Tentar fazer justiça a esse quiasma parece ser a motivação de Laure Adler, historiadora francesa que, depois de dedicarse a outra excepcional figura feminina (sua biografia de Marguerite Duras), escreveu Nos passos de Hannah Arendt (Record, 644 pp., R$ 75, trad. Tatiana Salem Levy e Marcelo Jacques), que, como um prolongamento das comemorações de seu centenário de nascimento, completado no ano passado, acaba de ser traduzido para o português.
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