Com a palavra o livreiro de Cabul
Quem leu O livreiro de Cabul, de Asne Seierstad, pode se interessar pelo livro Eu sou o livreiro de Cabul (Bertrand, 96 pp., R$ 26, trad. Pedro Jorgensen Jr), um ajuste de contas escrito pelo próprio livreiro, Shah Muhammad Rais. O primeiro – best-seller mundial – narra o dia-a-dia de uma família afegã num país submetido à guerra e à violência dos costumes. Já no livro Eu sou o livreiro de Cabul, traz o depoimento do livreiro, protagonista de vida devassada, que a jornalista norueguesa descreveu de forma polêmica em seu livro-êxito. Rais se mostra insultado, traído, e lamenta uma interpretação que, segundo ele, se equivoca na essência, culpando-o com gravidade. Segundo o livreiro, cada ato seu é ditado pela realidade que o circunda e à qual ele não pode escapar.
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