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Sobrados e mucambos, obra para ser lida comendo pipocas

25 de fevereiro de 2007
1 min de leitura

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É possível dizer do passado o mesmo que Proust escreveu sobre o mundo: ele está sendo sempre recriado pela arte. E, assim como a arte, a história que Gilberto Freyre conta tem muito de narrativa, estética, impressão, memória e romance. Por sinal, a técnica de romance, ou do drama, é amplamente desenvolvida pelo autor em Sobrados e mucambos (Global, R$ 70), publicado pela primeira vez em 1936 e agora recebe bela edição comemorativa de 70 anos. Interessante é que nesse mesmo ano saía Raízes do Brasil, de Sérgio Buarque de Holanda; outro marco do pensamento social brasileiro. No entanto, se no livro do historiador ficam evidentes a importância da cronologia e da amarração temporal, já no caso da obra de Freyre não parece haver compromisso com qualquer organização desse tipo.

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