Para entender um labirinto chamado Irã
No ano passado, Jeff Stein, editor da publicação Congressional Quarterly, terminava suas longas entrevistas com gente do governo Bush e do Congresso com uma pergunta elementar: você sabe a diferença entre um sunita e um xiita? De longe, a maioria dos entrevistados não sabia. Tal ignorância é perturbadora e na nobre companhia da arrogância ajuda a explicar desastres da política externa americana. Com o rufar dos tambores (alguns nucleares) na crise entre EUA e o Irã — em que um erro de cálculo pode provocar um conflito militar — o livro de Ray Takeyh, Hidden Iran – Paradox and power in the islamic Republic (Times Books, 259 pp., US$ 25, somente em inglês) é mais do que pertinente. É básico conhecer o inimigo, para ir à guerra ou à negociação.
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