De grande herói árabe a defensor do sionismo
Parece ser revisionismo em grande escala. A imaginação popular, alimentada com a imagem de Peter O’Toole no clássico filme de David Lean, “Lawrence da Arábia”, levará um tempo para absorver a afirmação surpreendente do historiador Martin Gilbert de que o herói foi de fato “um sério sionista”, que acreditou na formação de um Estado judeu que ia da costa do Mediterrâneo ao Rio Jordão. Martin, que descreve sua nova versão do mito árabe em seu novo livro, Churchill and the jews (Churchill e os judeus, ainda sem versão em português), diz também que Lawrence, por muito tempo considerado o protótipo sem rival do defensor do arabismo, “tinha na verdade uma espécie de desprezo pelos árabes e achava que só a existência de um Estado judeu poderia mobilizar os árabes a fazerem alguma coisa por eles mesmos”.
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