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Poetas aos pares

17 de fevereiro de 2007
1 min de leitura

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Quase homônimos, quase antípodas – um paulista, outro piauiense dividido entre o Ceará e Santa Catarina, um jornalista, outro professor -, Ricardo Lima (Jardinópolis, SP, 1966) e Manoel Ricardo de Lima (Parnaíba, PI, 1970) dividem, na poesia, um interesse pelo tempo, pelo silêncio, pelos ruídos da experiência e o apagamento do sujeito. Mas desta matéria comum fazem brotar linguagens muito diversas, fruto de visões incomunicantes da literatura, convivendo, sem atrito, na diversidade contemporânea. Autor de um ensaio sobre Leminski, Entre percurso e vanguarda (AnnaBlume, 2002), leitor de Régis Bonvicino, Manoel Ricardo carrega o gosto pelo construtivo, pela agitação cultural e pelo hibridismo. Já As mãos (Lumme Editor, 68 pp. – trad. Antonio S. Bessa), de 2003, reeditado agora em versão bilíngüe, é uma peça de prosa (lírica) do encerramento que, curiosamente, foge a este rigor construtivo e se faz a partir de uma inflação do eu.

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