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Jonathan Coe conduz trama com segurança e pirotecnia

17 de fevereiro de 2007
1 min de leitura
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A casa do sono (Record, 400 pp., R$ 49,90 trad. Marcello Rollemberg), romance de 1997 de Jonathan Coe agora lançado no Brasil, corria um sério risco de se transformar numa espécie de manual aplicado de escrita criativa, ao apostar boa parte de suas fichas em uma série de efeitos narrativos e truques de composição. O escritor inglês, contudo, consegue conduzir o enredo com segurança e incorpora toda a pirotecnia à história que busca contar, deixando o leitor, ao final, convencido de que a estratégia era pertinente. A regra por trás do romance parece ser a de, a partir da definição de quatro personagens iniciais, duplicar tudo o que for possível, a começar pelo tempo da ação.

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