A volta de Nação Crioula, 10 anos depois
O livro Nação crioula completa dez anos de publicação, para surpresa de seu próprio autor, o angolano José Eduardo Agualusa. “Nem dei conta de que já passou tanto tempo (é uma idéia um pouco assustadora)”, comentou ele, em entrevista por e-mail ao Estado. Sexto livro em uma carreira que já soma 15 volumes, o relançado Nação crioula (Gryphus, 160 pp., R$ 35) presta uma homenagem a Eça de Queiroz. Trata-se da história de um amor secreto: a misteriosa ligação entre o aventureiro português Carlo Fradique Mendes — cuja correspondência Eça de Queiroz recolheu — e Ana Olímpia Vaz de Caminha, que, mesmo nascida escrava, tornou-se uma das pessoas mais ricas e influentes de Angola, no fim do século 19. “O livro pretende ser uma homenagem a Eça de Queiróz, que foi quem me conduziu à literatura, isto é, foi a minha primeira grande paixão literária.”
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