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Humanismo contagiante

11 de fevereiro de 2007
1 min de leitura
070211_arquivinhos

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Os Arquivinhos – Otto Lara Resende (R$ 150), de Humberto Werneck e Benício Medeiros, recente lançamento da editora Bem-te-vi, depois dos Arquivinhos de Vinicius de Moraes e de Hélio Pellegrino, são uma espécie de fetiche a que precisamos nos permitir. Precisamos ver um fac-símile de carta que Otto escreveu a Vinicius numa tarde entediada de domingo, em Lisboa; precisamos fuçar uma caixa cheia de pequenas surpresas; é fundamental assistir às entrevistas de Otto com Vinicius, Nelson, Drummond; colocar a “loja de frases” no criado-mudo e anotá-las num caderninho. É um arquivo artificial, talvez um pouco brega, mas é delicioso, e Otto nos faz lembrar uma frase de um outro grande frasista, Oscar Wilde: “Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe”.

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