Publicidade
Voltar CLIPPING

Inferno e purgatório da monotonia

10 de fevereiro de 2007
1 min de leitura

Publicidade
Publicidade

Os contos de A solidão do diabo (Bertrand Brasil, 352 pp., R$ 45), de Paulo Bentancur, estão divididos em duas partes: “Febre” (com narrativas recentes) e “Frio” (que já havia saído isoladamente). Em nota no final do livro, o autor dá a seguinte explicação: “A soma das duas partes se impôs pela unidade buscada: a de um inferno, no caso, seguido, retrospectivamente, por um purgatório que o anuncia. Assim, o leitor pode sair destas páginas, talvez um tanto duras, não com a promessa de um paraíso, única região ausente, mas com a advertência necessária”. Tais palavras despistam. Num livro com 59 narrativas, não é fácil puxar o fio da meada, mas um traço comum é o ilusionismo, que diz respeito tanto à matéria ficcional quanto à indefinição de gênero.

Compartilhar:

Leia Também

Gostou deste conteúdo?

Receba análises exclusivas como esta toda semana no seu email

Toda segunda e quinta
Publicidade