Adorável Carlitos
Charlie Chaplin foi um dos maiores cineastas de todos os tempos. Ainda nos primórdios do cinema, criou um personagem inesquecível e que se tornaria um verdadeiro mito: Carlitos, o sedutor vagabundo que, com seus trejeitos de cavalheiro, ainda faz rir as platéias do mundo todo. Em Charlie Chaplin (Jorge Zahar, 20pp, R$ 28; trad. André Telles), o crítico francês André Bazin interpreta o diálogo que Chaplin e seus filmes mantinham com a sociedade: a mecanização (Tempos modernos), a permissividade burguesa (Monsieur Verdoux) e a grotesca ascensão do nazismo (O grande ditador). Ao colocar um protagonista desajeitado diante das mais inusitadas situações, Chaplin dialogava ferozmente com sua época, numa denúncia sem moralismos da ordem burguesa.
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