Rachel Seiffert e os segredos do passado
No ano seguinte à publicação do seu livro The dark room, indicado ao prêmio Booker, em 2001, Rachel Seiffert acordava todas as manhãs com um sentimento de tristeza. Não porque A história do bando de Kelly, de Peter Carey, privou Rachel do prêmio. Na verdade, ficou aliviada por não ter ganho (“não gosto muito de agitação”). Mas o fato é que ela viajou muito para promover o livro, que conta a história de três alemães lutando para tentar aceitar o legado nazista e, nesse período, passava o dia todo pensando e falando sobre genocídio, a um ponto quase inimaginável. “Demorou um tempo até descobrir a razão dessa tristeza, até perceber que, se você se levanta e já no café da manhã começa a falar sobre o Holocausto com alguém que nunca viu antes, não é nenhuma surpresa o fato de ficar deprimido.”
Leia Também
Gostou deste conteúdo?
Receba análises exclusivas como esta toda semana no seu email
Toda segunda e quinta

