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Livro e especial de televisão lembram os 30 anos sem Maysa

22 de janeiro de 2007
1 min de leitura

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Para Manuel Bandeira, seus olhos eram como ‘dois oceanos não pacíficos’. Mas, irresistível mesmo era sua voz, especialmente quando ela cantava a dor-de-cotovelo e a fossa em versos seus ou de Dolores Duran, Antonio Maria, Vinicius de Moraes, Jacques Brel, Tom Jobim. Com uma voz sofrida e sensual, além de uma vida tumultuada e explosiva, a cantora Maysa tornou-se um caso raro na música popular brasileira. Uma figura cujo fim jamais deixaria de ser trágico: há exatos 30 anos, Maysa morria em um acidente de carro, na ponte Rio-Niterói. “Era uma espécie de Edith Piaf dos Trópicos, uma Julie London em versão nacional”, escreve o jornalista Lira Neto, autor do ainda inédito Só numa multidão de amores, biografia que a editora Globo pretende publicar em março.

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