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Exílio voluntário de um poeta

14 de janeiro de 2007
1 min de leitura

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Em 1880, um surrado Arthur Rimbaud chegou à cidade de Aden, atual Iêmen, disposto a esquecer o passado. Autor de uma poesia magra, mas misteriosa e tão admirável que já assombrava a Europa daquele fim de século, o jovem francês (estava com 26 anos), o homem que fixava vertigens, ‘o mais belo de todos os anjos maus’, no entender de outro poeta, Verlaine, seguia seu próprio temperamento e iniciava nova etapa na sua existência. A partir daquele dia de agosto e no restante dos 11 anos seguintes, Rimbaud viveria na África, provavelmente sem ter escrito um verso sequer, trabalhando como comerciante e mercador de caravanas em um ambiente inóspito.

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