Um mergulho nas angústias existenciais dos homens
Os nove textos que compõem Eu não sou Jackson Pollock (Rocco, 176 pp., R$ 28) já foram chamados de ensaios ficcionais, contos históricos e ficção biográfica. Tudo isso porque o autor cria suas histórias a partir de detalhes verídicos das vidas de pessoas como o pianista Glenn Gould, o cineasta Orson Wells, até mesmo a cadela cosmonauta Laika e, claro, o artista plástico Jackson Pollock. Haskell mergulha nas angústias dos personagens reais, tomando a liberdade de supor como seria o mundo particular que cada um deles criou em suas mentes. Para isso, o autor sobrepõe pessoas a filmes, mitos a obras de arte, conceitos filosóficos a especulações psicológicas. O denominador comum dessa complexa equação é, quase sempre, a infelicidade inerente a todos.
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