O Brasil que reverencia o haicai
Há cem anos, um diminuto e pouco lido jornal posto a circular em Pindamonhangaba, no interior de São Paulo, publicou aquele que é o mais remoto artigo sobre o haicai no Brasil, escrito por um dos mais proeminentes autores da literatura nacional. O título, A poesia japonesa; o nome do jornal, O Minarete; o autor, Hélio Bruma – um dos inúmeros pseudônimos que o então estudante e candidato a escritor Monteiro Lobato costumava adotar, de forma a preservar a sua identidade. O artigo é um verdadeiro louvor à sensibilidade poética japonesa. Em 1936, passados 30 anos da publicação do texto inaugural de Lobato, a Academia Brasileira de Letras concederá o seu prêmio anual de poesia ao livro Magma, obra que vai marcar a estréia de João Guimarães Rosa no mundo das letras.
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