Déspota proibia batom, dente de ouro e bibliotecas
Ele se autodesignava Turkmenbashi (pai de todos os turcomenos). Seu rosto aparecia nas cédulas de dinheiro, rótulos de vodca e das caixinhas de chá. Também levam seu nome a maior mesquita da Ásia Central, um porto do Mar Cáspio, um planeta na constelação de Touro e um meteorito que por acaso caiu no Turcomenistão. Nem mesmo o iraquiano Saddam Hussein ou o sírio Bashar al Assad pensariam em forçar os médicos a fazerem o juramento em seu nome em lugar de evocar o grego Hipócrates. O ditador fechou a Orquestra Filarmônica, a Academia de Ciências, a Academia de Medicina, todas as bibliotecas e os postos de saúde em zona rural. Ele prometia o paraíso, após a morte, para quem lesse três vezes um livro canhestramente moralista que escreveu.
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