Bastidores do poder são ponto alto de crônicas de José Sarney
Com o dia-a-dia certamente atribulado de um político de alto coturno, o senador José Sarney não deixa de abrir espaço na agenda para a atividade de que confessadamente mais gosta: escrever. Problemas de saúde, viagens internacionais, crises públicas, até mesmo a morte da mãe, nada é desculpa para não escrever. Ao contrário, tudo é tema para a crônica que ele publica às sextas-feiras na página 2 da Folha. Semana sim, outra também(ARX, 448 pp., R$ 44,90) é uma reunião dos textos escritos em quase quatro anos, entre meados de 2002 e o final de 2005. É um período rico em acontecimentos que, a começar por uma eleição presidencial, convidam à reflexão. Sarney não foge da raia, mas é claro que a perspectiva do cronista não poderia ser diferente da do homem público. Assim, não surpreende que desaprove Fernando Henrique Cardoso e louve Lula. O tucano é alvo favorito.
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