Rushdie faz painel ambicioso
Os filhos da meia-noite (Cia das Letras, 608 pp., R$ 64 trad. Donaldson M. Garschagen) é o romance mais ambicioso de Salman Rushdie, mais ainda que Os versos satânicos, que o tornaram célebre, mas o obrigaram a longa reclusão por causa de um fatwa emitido pelo aiatolá Khomeini. É curioso que a primeira dessas duas obras, lançada no Reino Unido em 1981, mais tarde receptora de diversas honrarias literárias, de início tenha sido rejeitada por sua casa editora, a Jonathan Cape. “O autor devia se concentrar em contos até dominar a forma do romance”, dizia o relatório de leitura. Felizmente a editora não aceitou esse primeiro exame e submeteu o romance a um segundo escrutínio, que o recomendou.
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