André Bazin faz uma revisão crítica do mito Charles Chaplin
Em Charlie Chaplin (Jorge Zahar, 120 pp., R$ 28, trad. André Telles), André Bazin parte do mito Carlitos, nascido nas comédias da Keystone em 1914, e acompanha Chaplin em seu processo “camaleônico” de utilização das novas técnicas cinematográficas – tais como a introdução do som e das cores – e das novas formas que o envelhecimento trouxe ao seu corpo. “(…) O homenzinho de fraque ridículo, de bigodinho em trapézio, de bengala e chapéu-melão passou a habitar a consciência da humanidade. Nunca, desde que o mundo é mundo, um mito recebera adesão tão universal”, comenta Bazin. E ele mesmo aponta o quanto pode ser difícil satisfazer crítica e público, ao longo dos anos, mantendo viva a personagem querida, porém deixando-a criativamente transformar-se.
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