Os vários Fernando Pessoa
Fernando Pessoa, mais que um poeta, foi vários. Para muitos leitores, ele é mais conhecido como o criador de múltiplos “heterônimos”. Mas a recente revelação de centenas de inéditos vem ressaltar a importância da obra poética que ele assinou com seu próprio nome. Poesia 1902-1917 (Companhia das Letras, 496 pp., R$ 50) é o primeiro dos três volumes que reúnem os poemas que Pessoa preferiu não atribuir a nenhum de seus heterônimos, como Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis. Até poucas décadas atrás, essa parte da poesia pessoana se resumia ao livro Mensagem e ao punhado de poemas que o autor publicou (e assinou) em revistas literárias, depois incluídos em Ficções do interlúdio. Pouco a pouco, os pesquisadores foram resgatando mais e mais manuscritos do famoso baú dos papéis deixados por Pessoa.
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