Na era da glória e dano imediatos
Acaba de ser lançado um livro imperdível sobre conduta ética na vida pública e privada. À primeira vista, somos levados a pensar em mais um volume recheado de conceitos acadêmicos obscuros. E isso é tudo o que não é A Reputação na Velocidade do Pensamento – Imagem e Ética na Era Digital (Geração Editorial, 360 p., R$ 49,90) , do jornalista Mário Rosa, que a Geração Editorial mandou às livrarias esta semana. Com base em milhares de dados empíricos, e fatos conhecidos, Rosa anuncia que o futuro chegou, e que nele o valor mais elevado é o da ética, e a sua transgressão a mais perigosa tentação. Um passo em falso no ecossistema digital em que vivemos, diz ele, pode levar qualquer um à execração ou ao primeiro plano da admiração popular. Um pequeno erro, que na era passada (dez anos atrás) seria um episódio local e perfeitamente contornável, na nova era pode comprometer a reputação de indivíduos e empresas, e causar-lhes um dano global, maior do que foram treinados a prever. Em suas 360 páginas de imagens e textos, o livro de Mario Rosa – um especialista na gestão de imagens de pessoas e empresas – é por isso tão imperdível quanto o inquietante prefácio escrito por Paulo Coelho, o mais global dos nossos escritores. Simultaneamente assustador e otimista, o trabalho de Rosa, diagnostica que a privacidade se tornou obsoleta e prevê que a transparência tornará as pessoas mais éticas. Em um mundo em que todos olham todos, a reputação emerge como o valor mais precioso. Não que ela já não fosse um valor a ser perseguido pelos homens de bem, mas porque agora tornou-se indispensável.
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