A cidade luz e seus anos de brilho mais intenso
Paris era ontem (Jose Olympio, 352 pp., R$ 42, trad. Sonia Coutinho), de Janet Flanner, descreve a Cidade Luz durante seus anos de brilho mais intenso. O livro é composto principalmente por material selecionado das “Carta de Paris”, que Flanner publicou quinzenalmente (sob o nom de correspondance Genêt) na revista New Yorker, de 1925 a 1939. Juntas, essas cartas dão uma visão única da vida política, social e cultural francesa nas décadas de 20 e 30 – entre o début de Josephine Baker e a evacuação da capital francesa, com o início da Segunda Guerra Mundial.
Nas vinhetas fluentes e pequenos ensaios que compõem Paris era ontem, Flanner escreve com a mesma eloqüência sobre arte (com destaque à “invasão americana” – Lindbergh, Mae West, Hemingway), política (o affaire Stavisky, o acordo de Munique) e, obviamente, sobre os sedutores detalhes cotidianos daquela cidade, naquele tempo.
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