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Murilo Rubião, a magia de um servidor público

16 de julho de 2006
1 min de leitura

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O número de teses universitárias sobre a obra literária do escritor mineiro Murilo Rubião (1916-1991) ameaça ultrapassar brevemente o de seus contos – submetidos a uma seleção rigorosa na maturidade do autor. Passaram 33 deles por seu funil autocrítico, numa carreira de apenas sete livros, iniciada em 1947 com a publicação de O ex-mágico e concluída um ano antes de sua morte com O homem do boné cinzento e outras histórias (Editora Ática, 1990). Tanto interesse por uma obra relativamente pequena se explica: Murilo foi, além de autor singular, um perfeccionista, o pioneiro brasileiro que antecipou em duas décadas o “realismo mágico” hispano-americano do colombiano Gabriel García Márquez e do argentino Julio Cortázar, como observa o crítico Humberto Werneck. Ele assina o prefácio dos dois primeiros livros de uma trilogia que a Companhia das Letras publica para lembrar os 90 anos de nascimento de Murilo: O pirotécnico Zacarias (120 pp., R$ 29) e A casa do girassol vermelho (104 pp., R$ 29).

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