Lugar de Luiza é no Rio e na delegacia
A intuição feminina não salvou há quase três anos grande parte de um time de mulheres talentosas de ser cúmplice de um crime premeditado: participar da coleção Elas São de Morte, da editora Rocco. A falta de intimidade e de compromisso da maioria das autoras convidadas com o gênero criado por Edgar Allan Poe era gritante a cada volume publicado. A trama menos primária do romance que apresentou ao público a delegada Luiza refletia uma atitude diferente de Cláudia Mattos para com a literatura de mistério. Agora, passado algum tempo do passamento de Elas são de morte, Luiza ganha o seu segundo sopro de vida, em A noite da caça (Rocco, 254 pp., R$ 33). A promissora Cláudia Mattos nos serviu a sua receita de feijão-com-arroz. Está aprovada. Porém é mais do que hora de ela e os seus colegas no gênero começarem a pensar em feijoada completa.
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