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Livro examina universo do mangá

10 de julho de 2006
1 min de leitura

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A definição de mangá é simples: uma história em quadrinhos japonesa. Visualmente também é fácil distingui-lo das HQs ocidentais: são personagens caricatos, com olhos grandes, e cenas carregadas no exagero. Essa, entretanto, é apenas a superfície. E é para se aprofundar nessa cultura que o jornalista Paul Gravett escreveu Mangá – Como o Japão reinventou os quadrinhos (Conrad, 184 pp., R$ 75), que está sendo lançado no Brasil. Gravett apresenta dois fatores essenciais na formação do mangá. O primeiro foi a influência dos quadrinhos norte-americanos, que entraram no país com o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945. Eram HQs coloridas, alegres e baratas, que tiveram grande aceitação entre as crianças japonesas do pós-guerra. O sucesso dos quadrinhos feitos nos Estados Unidos tornou-se um estímulo para a produção local. Os leitores consumiam cada vez mais, e as editoras passaram a lançar revistas dos mais diversos gêneros e com cada vez mais páginas. Hoje, cada edição pode ter 200, 400 ou mais de mil páginas. O segundo fator foi, na verdade, uma pessoa: Osamu Tezuka, o homem que criou os fundamentos do mangá.

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