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Jornalista apresenta painel alarmista sobre efeitos da pornografia nos EUA

01 de julho de 2006
2 min de leitura

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Se há uma questão importante sobre a presença da pornografia em nossa vida hoje em dia, ela provavelmente continua sem resposta, mesmo depois da leitura do livro Pornificados (272 pp., R$ 37,50), da jornalista americana Pamela Paul, lançado agora no Brasil pela editora Cultrix. Baseado em pesquisas de opinião e entrevistas com homens e mulheres americanos, o livro apresenta um painel tão alarmista das relações íntimas nesse país que chega a ser assustador. É como se as mudanças culturais das últimas décadas não houvessem existido: no mundo apresentado por Pamela Paul, os homens estão cada vez mais isolados e impotentes em suas fantasias sexuais de dominação, e as mulheres, desejando criar saudavelmente suas famílias e filhos, são obrigadas a aceitar a humilhação ou viver solitárias. Embora em alguns momentos o livro mencione questões interessantes, como a nova moda de pornografia na imprensa universitária, a presença de atores e atrizes pornôs como celebridades na mídia popular e a identificação dos jovens entre ser pornô e ser ousado, esses aspectos culturais da “pornificação” não são longamente discutidos. O livro se concentra na pornografia real e seus usuários: por que os homens gostam de pornografia, que efeitos tem seu uso diário e como as mulheres reagem a isso. Para Pamela Paul, a pornografia é um problema masculino -num mundo feminino, ela não existiria.

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