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Crítica disfarçada conta como driblou assédio de restaurantes

01 de julho de 2006
2 min de leitura

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Quando rumava para assumir o posto de crítica gastronômica do jornal “The New York Times”, em 1993, Ruth Reichl espantou-se ao descobrir que sua foto e sua vida já estavam sendo esquadrinhadas pelos principais restaurantes da cidade. Situação que ela não conhecera em 15 anos na mesma função no jornal “Los Angeles Times”. Nasceu aí a idéia de como driblar a vigilância de seus criticados: usaria disfarces ousados, com perucas, roupas e gestos que ocultassem sua identidade. A descrição desses momentos, em que a crítica oculta é maltratada nos restaurantes (inclusive onde a tratam como rainha quando é reconhecida), é a parte mais saborosa do livro Alho e Safiras – A Vida Secreta de uma Crítica de Gastronomia Disfarçada (Objetiva, 360 pp., R$ 46,90). É seu terceiro volume de memórias, depois de “A Parte Mais Tenra” e “Conforte-me com Maçãs”. Se os disfarces são a parte mais engraçada, não são a única coisa saborosa. Ela, na verdade, os utilizava apenas esporadicamente (mas de forma tão intensa que aderia ao perfil psicológico das personagens que inventava). Como em seus outros livros, Reichl, 56, desde 1999 editora da revista “Gourmet”, mistura o relato de sua vida profissional -que, para quem gosta de gastronomia, já é um prato cheio- com fatos e inquietações da sua vida pessoal.

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