Publicidade
Voltar CLIPPING

Inglesa examina ambigüidades do que é dito imoral

01 de julho de 2006
2 min de leitura

Publicidade
Publicidade

Em 1997, a professora Mary Kay Letourneau, 34, foi condenada a sete anos e meio de prisão por manter relações sexuais com o aluno Fualaau, então com 12 anos. Inspirada no caso, a jornalista e escritora inglesa Zoë Heller escreveu Anotações sobre um Escândalo (Record, 320 pp., R$ 42,90), romance que foi finalista do Booker Prize em 2004 e será levado ao cinema em adaptação estrelada por Cate Blanchett e Judi Dench. “Gostei da idéia de examinar um relacionamento transgressor, o modo como uma pessoa se encontra numa situação romântica, que é considerada imoral e até mesmo repugnante por tantas pessoas”, diz a autora. Letourneau cumpriu sete anos e casou-se com Fualaau, com quem teve duas filhas. No livro de Heller, seu duplo ficcional, Sheba, também professora e balzaquiana, não tem um final feliz para seu envolvimento com um aluno de 15, Connolly. O affair e conseqüente crise são relatados por uma colega de Sheba, Barbara, solitária mulher de seus 60 anos, ao mesmo tempo estopim do escândalo e abrigo da professora. É a partir daí que a ficção se divorcia, em parte, da realidade: “O livro em geral é promovido como a história de um escândalo sexual. Seria mais apropriado descrevê-lo como uma história sobre a dor de se apaixonar pela pessoa errada”, ressalva.

Compartilhar:

Leia Também

Gostou deste conteúdo?

Receba análises exclusivas como esta toda semana no seu email

Toda segunda e quinta
Publicidade