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Historiador analisa o legado de Gramsci

01 de julho de 2006
1 min de leitura

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Para uns, ele é socialista. Para outros, social-democrata. Há até quem identifique liberalismo nos escritos de Antonio Gramsci (1891-1937). Seu legado tem sido objeto de disputa pelas mais diversas correntes políticas. Duas boas razões estão por trás do debate. Uma é de conteúdo: líder comunista na Itália, Gramsci teve nos anos de formação a influência do antimarxista Benedetto Croce. Outra é circunstancial: a fragmentação de seus textos, escritos na prisão onde passou os últimos dez anos de sua vida. Em Gramsci e a Revolução (Alameda, 240 pp., R$ 34), Lincoln Secco, professor de história da USP, não deixa dúvida sobre sua interpretação: “Gramsci foi, antes de tudo, um revolucionário e o núcleo de suas preocupações sempre foi a política e o poder. Mas não qualquer política e sim a estratégia socialista”.

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