Vai-se o autor, fica o fantasma
Em dezembro de 1941, Francis Scott Fitzgerald morria, deixando pela metade o romance O Último Magnata. O manuscrito foi publicado acrescido de notas e um diagrama com o desenvolvimento da história, montado pelo escritor. Para críticos como Edmund Wilson, o livro, mesmo não concluído, seria a obra-prima de Fitzgerald. Sessenta anos mais tarde, fatalmente os herdeiros de Fitzgerald poderiam contar com o assédio de escritores interessados em concluir o romance inacabado e, talvez, criar novas tramas no estilo do autor, garantindo uma duvidosa qualidade para a continuidade da obra e polpudos lucros com as vendas para admiradores e curiosos. A voracidade de herdeiros – e do público – pelas seqüências literárias se faz notar a partir dos anos 1980. A autoria de além-túmulo é um negócio tão respeitado atualmente que Robert Ludlum deixou acertado que seus assistentes Patrick Larkin, Gayle Lynds e Philip Shelby escreveriam a série “Covert One” depois de sua morte. Autor de 26 livros com mais de 200 milhões de exemplares vendidos em 40 países, Ludlum morreu em 2001. A série está em seu oitavo volume, para glória do nome de Ludlum, e deleite de seu público, colaboradores e herdeiros.
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