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Loucos por dinheiro

30 de junho de 2006
1 min de leitura

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No princípio, Deus criou os céus, a terra e o homem, à sua imagem e semelhança. Não demorou para que este lhe retribuísse a gentileza, e logo adequou Deus aos seus próprios desejos e expectativas. Depois, apareceram o dinheiro, o capitalismo e, enfim, o chamado neoliberalismo. E ninguém nunca mais conseguiu viver feliz para sempre. Este poderia ser um resumo simplificado da tese de um livro que acaba de ser lançado pela MK Editora, do Rio de Janeiro: O Dinheiro e a Natureza Humana – Como Chegamos ao Moneycentrismo. É um trabalho que tomou sete anos do economista Ednaldo Michellon, um paranaense de 44 anos formado engenheiro agrônomo e que fez seu doutorado em economia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e pela Universidade da Califórnia. Ele mora em Maringá, onde dá aulas na Universidade Estadual. Michellon defende a idéia de que o mundo vive sob um regime em que o dinheiro ocupa o centro de todas as decisões e se tornou a medida de todas as coisas. Não mais o homem (antropocentrismo), como foi depois da Revolução Francesa e do movimento iluminista, não mais Deus (teocentrismo), como era antes disso.

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