Luta pela sobrevivência nos Andes
Outubro de 1972. O avião Fairchild F-227 da Forças Aéreas Uruguaia, que levava um time uruguaio de rugby acompanhado de familiares e amigos para um amistoso no Chile, cai em algum lugar nas profundezas dos Andes. Dos 45 cinco passageiros a bordo, 29 sobreviveram à queda e apenas 16 são resgatados com vida naquele que ficou conhecido com um dos mais célebres desastres aéreos da História.
Em Milagre nos Andes (Objetiva, 304 pp., R$ 37,90, trad. Fabiano Morais), o uruguaio Nando Parrado – principal responsável pelo resgate de seus amigos nas montanhas após 72 dias de agonia – é o primeiro dos sobreviventes a contar, com extraordinária franqueza e sensibilidade, a sua própria versão do acidente. O resultado supera o simples relato de uma aventura real: é um olhar revelador sobre a vida à beira da morte. Escrito em parceria com o escritor americano Vince Rause, Milagre nos Andes é o exemplo perfeito de quando a realidade supera, e muito, o mais criativo dos enredos ficcionais.
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