Eis a minha história daquele inferno
Tudo aconteceu em poucos segundos – na sexta-feira, 13 de outubro de 1972, um bimotor sobrevoava a Cordilheira dos Andes com um time uruguaio de rúgbi, o Old Christians Rugby, que faria um amistoso com uma equipe chilena, em Santiago. Havia 45 pessoas a bordo, incluindo quatro tripulantes e familiares dos jogadores. O avião sobrevoava a passagem El Planchón quando uma forte turbulência denunciou o perigo: de repente, no momento em que os pilotos tentavam desesperadamente manter a altitude, a fuselagem se partiu e o avião caiu no meio das montanhas geladas. Era o início de 72 dias de agonia, retratados com horripilante precisão por um dos jogadores de rúgbi, o uruguaio Nando Parrado, em Milagre nos Andes (276 pp., R$ 38), livro lançado agora pela editora Objetiva. Ele, que perdeu a mãe e a irmã no acidente, além de fraturar o crânio, foi um dos principais responsáveis pelo salvamento dos 16 sobreviventes. Afinal, depois de ouvirem desesperados, por um rádio improvisado, que as equipes de salvamento haviam desistido de encontrar resquícios do avião, Parrado concluiu que a única chance estava em buscar ajuda, mesmo enfrentando adversidades imprevisíveis.
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