Nexus ganha nova edição
Publicada entre 1949 e 1960, a trilogia da Crucificação Rosada é uma ficção bastante autobiográfica. Ambientados nos anos 1920 – os últimos da vivência americana de Henry Miller, antes de sua partida para a Europa -, Sexus, Plexus e Nexus focalizam a organização da vida do protagonista/autor em torno de relações eróticas e seu intenso debate interno sobre a criação artística. Nexus (Companhia das Letras, 416 pp., R$ 53, trad. Sergio Flaksman), o terceiro dos três volumes, organiza esse acúmulo de experiências, sentimentos e idéias. Aqui ganham clareza tendências e noções “alternativas” que se espalhariam pelo mundo a partir do final da década de 60: o interesse pela arte e pela filosofia oriental; o desprezo pelas convenções pequeno-burguesas; as tentativas de síntese metafísica reunindo o radicalismo de Nietzsche, a concepção da história de Spencer, as experimentações narrativas e os impasses religiosos de Dostoiévski, que o autor aponta como suas principais influências.
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