Uma nova terra para se viver
Após o sucesso de público e crítica de A casa das sete mulheres, o complicado sobrenome Wierzchowski passou a ser figurinha fácil nas rodas literárias. Porém há muito mais por trás dessas consoantes e vogais do que contorções lingüísticas. Em Uma ponte para Terebin (Record, 448 pp., R$ 46,90), a gaúcha Leticia Wierzchowski revela um pouco da trajetória de sua família. E com a habilidade de uma contadora de histórias, nos apresenta a figura de Jan, seu avô polonês e um dos primeiros Wierzchowskis a aportar em terras brasileiras. Esse imigrante polonês que chegou ao Rio Grande do Sul em 1936, três anos antes de seu país ser invadido pela Alemanha, era um aventureiro. Com 14 anos, abandonou a pequena aldeia de Terebin (Jan sabia que a vida de agricultor não era para ele). Saiu caminhando sem rumo e foi parar em Varsóvia. Lá, por ajuda do destino, caiu nas graças de um engenheiro, que lhe arrumou o primeiro emprego, como vigia de uma obra. E mais: pagou seus estudos. A partir daí, a sorte de Jan estava lançada: seria na construção civil que tentaria ganhar a vida. Na prosa dinâmica e rica em emoção de Leticia, convive-se intimamente com os personagens, imagens, percepções e sonhos.
Leia Também
Gostou deste conteúdo?
Receba análises exclusivas como esta toda semana no seu email
Toda segunda e quinta



