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Itamar por inteiro

26 de junho de 2006
2 min de leitura

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Indignado e dramático, às vezes ele não perdoava nem admiradores. No fim de 2000, logo após enfrentar três cirurgias para tirar um tumor do intestino, não perdeu a chance de alfinetar a platéia de um show em sua homenagem, em São Paulo. “Espero não ter que encarar outra operação para que vocês voltem aos meus shows”, disse ele, provocando sorrisos amarelos entre os fãs. Assim era Itamar Assumpção (1949-2003), dono de uma das obras mais originais da música popular brasileira, mas ainda pouco conhecida do grande público. Tido como maldito, Itamar teve a obra esnobada pela indústria do disco quase toda a carreira, mas a pecha de artista pouco acessível parece ter os dias contados. De 4 a 16 de julho, no Itaú Cultural, em São Paulo, uma mostra com letras, fotos, desenhos e objetos do artista marca o lançamento do songbook com boa parte de sua produção. PretoBrás – Por que que eu não pensei nisso antes? (R$ 45, cada volume com 256 pp.) com organização de Luiz Chagas e Mônica Tarantino, traz em dois volumes as partituras de 98 composições de Itamar. Patrocinado pela Petrobras e distribuído pela Ediouro, o songbook tem fotos, desenhos e manuscritos do autor, além de depoimentos de parceiros e admiradores no meio artístico.

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