Saraiva amplia seção de importados
A Saraiva está apostando nos produtos importados. A idéia da companhia é popularizar esse tipo de mercadoria – geralmente mais cara – e oferecer ao seu cliente produtos de difícil acesso no mercado brasileiro, como livros no idioma original. A partir desse mês, o braço varejista do grupo – que inclui 31 lojas e o site – acrescentou à seu catálogo 1 milhão de possibilidades de compra vindas da Europa e dos Estados Unidos. No total, são 1,35 milhão de títulos no catálogo da livraria. A Saraiva já trabalha com artigos importados há 20 anos, mas só agora decidiu tomar as rédeas de toda a operação. “Até então, comprávamos os produtos de distribuidores nacionais, principalmente as obras de maior demanda, como livros de arte, negócios e arquitetura”, diz Marcílio D’Amico Pousada, diretor superintendente do negócio de varejo. “Mas o consumidor é muito exigente, ele consome de forma globalizada. Precisamos atendê-lo.” Ao comprar os produtos diretamente do fabricante, a Saraiva conseguiu reduzir o preço final do título em cerca de 40%. A versão “pocket book” (livro de bolso) do fenômeno O Código da Vinci em inglês, do escritor americano Dan Brown, passou a custar R$ 23. Até bem pouco tempo atrás, a própria empresa vendia esse título por R$ 42. O executivo diz que os livros importados representaram, até agora, cerca de 2% do faturamento do segmento de livros. Ele acredita que a partir desse projeto, será entre 7% a 10% dessa receita. Ele não descarta, também, a expansão desse negócio para outros continentes, em um “curto espaço de tempo.”
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