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Viajando nos rótulos

26 de junho de 2006
2 min de leitura

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Alguma coisa me disse que eu deveria tomar providências quando li em algum lugar, nos anos 90, que o queijo Catupiry e o polvilho antisséptico Granado iriam mudar de embalagem – passando da caixinha redonda de madeira e do simpático tubinho de papelão, com que eram fabricados havia quase um século, para algum tipo de plástico incerto e suspeito. Pois tomei as devidas providências: guardei uma caixa do queijo (sem o queijo, naturalmente) e um tubo do polvilho originais. Hoje são itens de colecionador. Um livro que acaba de sair, História da Embalagem no Brasil, pela Associação Brasileira de Embalagem (Abre) em parceria com a Grifo (Projetos Históricos e Editoriais), candidata-se a arrancar fundas recordações nos antigos, ao reproduzir embalagens perdidas, ao mesmo tempo em que revela macetes contidos na apresentação de certos produtos e dos quais nós, os leigos, jamais desconfiaríamos.
O projeto é um velho sonho dos designers Fábio Mestriner e André Liberali, e o texto, com a esperada competência, ficou a cargo dos jornalistas Pedro Cavalcanti e Carmo Chagas. É uma pujante contribuição à memória empresarial brasileira. O livro está fora do comércio, mas os interessados podem adquiri-lo diretamente na Abre, cujo site é www.abre.org.br e o telefone, 11-3082-9722.

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