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No coração das trevas, com Means

25 de junho de 2006
2 min de leitura

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Praticamente desconhecido no Brasil, embora um dos mais cultuados escritores da nova geração de ficcionistas surgidos na última década nos Estados Unidos, David Means, 45 anos, acaba de ter o seu primeiro livro publicado entre nós – Sinistros com Fogo (Companhia das Letras, 160 pp., R$ 34). Impactante reunião de contos que acabou conquistando, entre outros prêmios, o Los Angeles Times Book Prize de 2001, ao bater, inclusive, Philip Roth, um dos ícones da moderna literatura americana. Traduzidas ao português, com visível competência, por José Rubens Siqueira, as treze peças que compõem o volume, diga-se logo, confirmam David Means como um dos mais importantes contistas contemporâneos. Desde sua estréia, em 1991, com A Quick Kiss of Redemption, o autor, nascido em Nyack, um quase subúrbio a meia hora de Nova York, vem mostrando a que veio.E o mais desusado – sem deixar de insistir nunca, até aqui, na sempre complexa, e alguma vez árdua fatura do gênero, como o comprova o recente The Secret Goldfish (2005), saudado por ninguém menos do que Eillen Battersby, do Irish Times, como a “culminância de uma brilhante linhagem ‘contística’ que vai de Eudora Welty a John Cheever, passando, entre outros, por William Maxwell, Richard Ford e Annie Proulx”. Desnecessário anotar a completa ignorância tupiniquim a respeito destes e de outros nomes a formarem a linha de frente da inventiva e invariavelmente fecunda literatura ianque.

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