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A baronesa do crime

24 de junho de 2006
2 min de leitura

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A jovem Phyllis tinha apenas 19 anos quando estourou a Segunda Guerra Mundial, levando pavor e insegurança à Londres em que vivia. Mas ela encontrou seu amor e se casou. O marido foi convocado e, anos depois, ao voltar para casa, estava doente, incapacitado para o trabalho. Com duas filhas pequenas, Phillys teve de buscar emprego para sustentar a família. Foi funcionária pública, trabalhando na área de saúde e na polícia. Nas horas vagas, criava histórias. Finalmente, já quase na meia-idade, conseguiu ser publicada. Hoje, aos 85 anos, é uma das escritoras mais lidas do mundo, tem assento na Câmara dos Lordes britânica e mantém viva a tradição feminina na literatura detetivesca. A vida de Phillys Dorothy James, P.D. James, daria um romance -e, há alguns anos, ela escreveu sua biografia-, mas a escritora prefere deixar de lado sua história pessoal quando borda as tramas estreladas pelo comandante Adam Dalgliesh, o detetive que criou há mais de 40 anos. “Ele é totalmente imaginário”, disse. Em O Farol, que a Companhia das Letras está lançando no país, uma das questões é o uso de animais em pesquisas científicas. Mas a vida amorosa dos principais personagens -o detetive-poeta, seus auxiliares diretos e os envolvidos no crime- também contribui para prender o leitor, que encontra cenas românticas e até sensuais em meio às investigações dos crimes que abalam uma ilha na costa da Cornualha.

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