A nova casa de Lygia
Há quatro anos, quando Lygia Bojunga decidiu criar sua própria editora para reunir todos os seus livros numa única casa, houve quem apostasse que, dali em diante, ela não teria mais sossego para botar no papel suas histórias, seus personagens. Diziam que a autora definharia aos poucos sob uma pilha de contas, burocracias, chateações. E que talvez, olhe lá, nem a editora sobrevivesse. Hoje, não só a Casa Lygia Bojunga vai muito bem das pernas, obrigada, como a família cresceu. A escritora acaba de inaugurar discretamente, bem a seu jeito, a Fundação Cultural Lygia Bojunga, nascida para apoiar pequenos projetos de incentivo à leitura. Para mostrar que estava certa ao persistir em seus sonhos e que tinha fôlego de sobra para manter viva a escritora, ela também manda para as livrarias dois novos romances, Sapato de salto e Aula de inglês, que se juntam aos 18 títulos anteriores, todos eles agora em sua própria editora. Para transformar o velho sonho em realidade, Lygia Bojunga contou com uma preciosa ajuda externa, especificamente o Astrid Lindgren Memorial Award (Alma), prêmio criado pelo governo sueco para consagrar personalidades ligadas ao mundo da literatura infanto-juvenil.
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