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Um compêndio para o Fantasma

23 de dezembro de 2005
2 min de leitura

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Muito antes de Super-Homem voar sobre os arranha-céus de Metrópolis ou de Batman sair em vigílias por Gotham City, um outro mascarado já espalhava terror no coração dos mal-intencionados. Quando a primeira tirinha do Fantasma foi publicada, em fevereiro de 1936, as aventuras do “Espírito-que-Anda” já acumulavam 400 anos de façanhas – pelo menos na cabeça do criador do personagem, Lee Falk (1911-1999) -, passada adiante pelos 20 herdeiros do herói. Grande parte desse legado, que no Brasil está se perdendo no tempo por falta de uma regularidade na publicação de seus gibis, está sendo recuperado pelo escritor Marco Aurélio Lucchetti, que reunindo em uma espécie de compêndio de luxo tudo o que já se sabe ou foi escrito a respeito do famoso habitante da Caverna da Caveira. Editado pela Opera Graphica, o livro O Fantasma, o Espírito-que-Anda – Um mito dos quadrinhos chega às livrarias do país em fevereiro, a tempo de comemorar os 70 anos da criação do mascarado das histórias em quadrinhos, que inspirou seriados e filmes para o cinema. “É um resumo histórico ilustrado que fornece detalhes sobre as publicações sobre o personagem aqui no Brasil, os principais roteiristas de suas histórias, que até hoje são bastante consumidas na Austrália e na Suécia. O livro pretende não somente descrever em detalhes o universo do Fantasma, mas também contar curiosidades relacionadas às publicações das aventuras do herói. A cor original do uniforme dele, por exemplo, era roxa, mas aqui no Brasil as editoras a pintavam de vermelho. Só a partir do fim dos anos 80 e o início dos anos 90 é que os brasileiros passaram a conhecer a cor original”, conta Lucchetti, autor de A oitava maravilha do mundo, que investiga o mito de King Kong e dos símios em geral.

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