Série festeja 40 anos da Nova Fronteira
Quando fundada há 40 anos pelo jornalista Carlos Lacerda, a editora Nova Fronteira adotava um slogan bem comercial: “Sempre um best seller.” Com o tempo, a contracapa de suas edições passou a estampar os seguintes dizeres: “Sempre um bom livro.” Para justificar que dispõe de uma lista de autores de primeira linha em seu catálogo, a editora lança, nesta semana, os 12 volumes iniciais de uma coleção de 40 que vai marcar a comemoração de suas quatro décadas de atividade. Um período em que a Nova Fronteira cravou sua identidade. É o que comprova a seleção de títulos, tanto de clássicos antigos (Balzac) como modernos (Marguerite Yourcenar). E, para configurar o caráter de série, os livros ganharam um projeto gráfico assinado por Victor Burton, artista, aliás, que começou a trabalhar no Brasil a convite de Lacerda. “Deixamos propositalmente de lado algumas obras que mereceriam figurar ali, mas estão fora porque vão ganhar uma edição especial”, explica Carlos Augusto Lacerda, neto do fundador e trabalhador da editora desde 1986, quando começou no apoio ao reembolso postal, até chegar à atual função, diretor-presidente. A capacidade de transformação inspirou também a negociação com o Grupo Editorial Ediouro que, em junho, comprou 50% da Nova Fronteira, justamente a parte que pertencia à D&PP, do ex-presidente do Banco Central (BC) Armínio Fraga. As duas empresas, no entanto, garantem manter independência na área editorial no que se refere às suas marcas, catálogos e estruturas. De olho no futuro, Carlos Augusto conta que, no momento em que comemora seus 40 anos, a editora já se preocupa com as novas tecnologias. “Acompanho com atenção um padrão chamado Daisy, eficiente canal de divulgação de conteúdo literário por meio de computador”, explica.
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