TV migra para o livro e alavanca vendas
O número de gente que compra livros ainda está, evidentemente, a anos-luz da quantidade de telespectadores no Brasil. Mas as editoras concluíram definitivamente que títulos vinculados a programas de TV vendem muito bem. Em 2005, o investimento nesse nicho cresceu e será ainda maior em 2006, de acordo com especialistas consultados pela Folha. Grande parte das ofertas é da editora Globo, por motivos óbvios. Nos últimos cinco anos, o conglomerado dos Marinho ampliou gradativamente a migração de conteúdo da televisão para os livros. Em 2005, foram nove títulos, contra apenas um em 2000. Três lançamentos recentes da Globo exemplificam bem as possibilidades desse negócio. O primeiro é Juscelino Kubitschek – O Presidente Bossa Nova, uma das várias biografias que devem tomar as prateleiras a fim de aproveitar a exibição da minissérie JK, na Globo (estréia em 3/1). Nesse caso, o vínculo entre o produto editorial e a TV é fortalecido pelo prefácio assinado por Maria Adelaide Amaral, autora da série. Retrato Falado é o segundo formato que esse casamento pode ter. O livro traz histórias exibidas na TV, com texto de Denise Fraga, além de depoimento da atriz sobre os bastidores. Por fim, há o roteiro propriamente dito. É o caso de Hoje É Dia de Maria, com o script da primeira e segunda temporadas. Coordenadora editorial da Globo, Maria Cristina Fernandes da Silva ressalta que não basta o programa ter boa audiência para ser bem-sucedido nas prateleiras. O formato livro funciona bem ainda, em sua opinião, quando grande parte do conteúdo não pôde ir ao ar na TV em razão das edições curtas.
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