Depois do helicóptero oficial da Presidência, uma van em Ipanema
José Dirceu deixou o cargo de chefe da Casa Civil e seu gabinete no Palácio do Planalto afirmando que iria se defender na planície, na Câmara dos Deputados. Após a cassação de seu mandato, arranjou parada mais agradável ao nível do mar: instalou-se no apartamento do escritor Fernando Morais, a 20 passos das areias de Ipanema, para juntos escreverem o livro que, dizem eles, contará a história dos 30 meses de Dirceu à frente da Casa Civil. O ex-ministro e seu livro foram assunto também na área editorial. O boato que correu na semana passada, segundo o diretor de uma grande editora do Rio, dava conta que a Planeta — a gigante espanhola que, assim como uma editora carioca, está em negociação com Dirceu e Morais — havia desistido de publicar o livro porque não estaria interessada em confusão com o governo. “Isso não é verdade. Estamos em negociação com a Planeta, sim, e com outra do Rio, mas ainda não há nada decidido”, afirmou Morais. “O que se diz no mercado é que esse livro é difícil. Se tiver algumas boas revelações, elas serão usadas para divulgá-lo, vão acabar na imprensa, e aí quem se interessará em comprá-lo?”, afirma o diretor editorial, dizendo que a sua editora está fora da disputa.
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