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A polêmica trajetória do Exército

18 de dezembro de 2005
1 min de leitura

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O livro recentemente relançado – a primeira edição foi em 1991 – A Esquerda Militar no Brasil (Expressão Popular, 240 pp., R$ 13), de João Quartim de Moraes, causa, já no título, uma surpresa, principalmente para quem nasceu no pós-1964 e se acostumou a ver, de uma forma geral, militares abraçando causas conservadoras.
Um exemplo recente foi no episódio das fotos que seriam do jornalista Wladimir Herzog divulgadas no Jornal do Brasil, para as quais o comando do Exército ofereceu uma polêmica nota segundo a qual os militares do período, no regime militar, agiam em defesa da lei e do regime. Quando se estuda a história militar do Brasil, no entanto, o observador atento poderá descobrir, como destaca João Quartim de Moraes neste livro, que o Exército nasceu como um projeto, se não à esquerda, muito mais próximo de uma postura democrática e moderna do que a então vigente. Era o tempo em que, vitorioso na Guerra do Paraguai quando muitos escravos negros combateram com louvor, a força terrestre negou-se a, fazendo o papel de um reles capitão-do-mato, perseguir negros escravos foragidos.

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