O que eles querem?
ATTAC: o que querem os críticos da globalização (Globo, 288 pp., R$ 39, trad. Luiz Repa) de Christiane Grefe, Mathias Greffrath e Harald Schumann, trata-se simultaneamente de um livro de análise e de combate. É o mundo contemporâneo que é dissecado, discutido e problematizado. Somos nós na sociedade do capital sem limitações o objeto deste livro. Como o conjunto destes temas é motivo de debate e de discussão, a obra termina com quatro entrevistas versando sobre a globalização exaustivamente avaliada nas páginas anteriores. Com a palavra, um banqueiro, um militante do Partido Verde alemão, uma ativista da ATTAC e um sociólogo tailandês. A ATTAC, inspirada por um órgão da grande imprensa internacional, o Le Monde Diplomatique, surgiu na França e logo se estendeu para outros países, inclusive o Brasil. Os dois últimos capítulos do livro traçam o itinerário de sua formação, de seu programa internacional, assim como as biografias de alguns de seus ativistas. Seu projeto é internacional e globalizante. Julga que, ao lado da indústria financeira especulativa, o nacionalismo de direita e populista vigente nas políticas nacionais dos países representa um perigo antidemocrático iminente.
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