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Solombra por João Adolfo Hansen

03 de agosto de 2005
2 min de leitura
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Solombra, publicado em 1963 e comtemplado com o prêmio Jabuti no ano seguinte, foi o último livro de Cecília Meireles, cuja carreira iniciou-se em 1919 com a publicação de Espectros, sob a marca da leitura de poetas finisseculares, parnasianos e simbolistas. Cecília ficaria ainda associada ao grupo de escritores católicos do Rio de Janeiro, que foram uma via paralela do modernismo, daquele modernismo mais epidérmico, pândego e belicoso, infantil e otimista do grupo do poetas de São Paulo. Sua longa e prolífica atividade profissional, de educadora – formada em 1917 pelo Instituto de Educação do Rio de Janeiro – e escritora de muitos gêneros, rendeu livros, viagens e comendas, como a de Doutora Honoris Causa concedida pela Universidade de Délhi na Índia. Sua inclusão na constelação modernista sempre foi oblíqua e que indica a dificuldade de equacionar sua modernidade, dada numa poesia de formas finissímas, que fez um técnico exímio como Manuel Bandeira impressionar-se com a “sua extraordinária arte”. Em Solombra ou a sombra que cai sobre eu (Hedra, 48 pp., R$ 17), de João Adolfo Hansen, escrito por ocasião do centenário de nascimento da autora, Hansen analisa a poesia saturnina e elegíaca do último livro de Cecília Meireles.

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